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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O conhecimento e sua socialização - divagações

O conhecimento humano é, por natureza, uma construção coletiva que, ao longo da História, vai se acumulando, evoluindo e modificando, passando por avanços e reviravoltas. O seu propósito deve ser o de beneficiar a humanidade inteira. Para isso, o conhecimento precisa ser compartilhado, ao invés de retido ou ocultado. Por outro lado, a autoria e a propriedade intelectual precisam ser respeitadas – não apenas por razões legais, mas também éticas: o respeito e a valorização daqueles que contribuem ativamente para o avanço das ciências, artes e pensamento.


Aqueles que se dedicam à construção do conhecimento – em qualquer de suas múltiplas expressões – merecem reverência e gratidão de toda sociedade. Não por serem “superiores” aos demais, nem por serem “donos” da verdade, mas por cada um estar contribuindo, de forma única e singular, para o avanço da civilização através de faculdades exclusivamente humanas como o raciocínio, o intelecto, a criatividade, a imaginação, a capacidade de abstração.


Portanto, cabe aos cientistas e pensadores se perceberem como integrantes da sociedade que detém possibilidades especiais de promover a melhoria da vida humana e, conseqüentemente, carregam a responsabilidade de colocar o fruto de suas pesquisas, reflexões e criações a serviço do bem-estar coletivo. Ao mesmo tempo, compete aos cidadãos, autoridades, empresas e governos darem o devido crédito aos autores e aos frutos desse trabalho, entendendo que quem se apropria do trabalho de outrem, sem sua expressa autorização, está roubando. É roubo, e ponto final.


Essas considerações são apenas para explicar que disponibilizei, em meu post anterior, links para diversas entrevistas e textos de minha autoria que podem ser localizados na internet. É minha esperança que sejam úteis para você, estimado(a) internauta. Caso o sejam, por favor, deixe um comentário...